Dr. Emanuel Carvalho fala dos desafios de administrar o Hospital Ouro Negro

O diretor do Hospital Municipal José Mário dos Santos – HMJMS, dr. Emanuel Carvalho, em entrevista à Rádio Baiana FM, na manhã desta sexta-feira (30/4), esclareceu diversos assuntos aos ouvintes. Antes de tudo, Carvalho agradeceu à rádio pelo espaço para a conversa e aos profissionais de saúde do município, que têm se doado para tratar dos pacientes de Candeias e de outros municípios que também são atendidos na unidade.

“São os verdadeiros soldados nessa batalha que, mesmo cansados e exaustos, não abrem mão de cuidar das pessoas que precisam de atenção”, explicou. O médico disse que não só em Candeias, mas também em outras cidades, os profissionais da saúde se depararam com uma crise que dura mais de um ano e tem sobrecarregado a todos.

De acordo com o dr. Emanuel, a estrutura do hospital hoje é maior, pois não atende só os pacientes de Candeias, mas das cidades vizinhas sempre que precisam.  “O hospital é estruturado para internamentos hospitalares. A unidade conta com emergência e ambulatório voltado principalmente para os pacientes internados. A nível ambulatorial, contamos com Angiologia, Ultrassonografia e Raio X”, contou. As outras cinco especialidades para atuação direta com os pacientes internados são Clínica Médica, Obstetrícia, Pediatria, Cirurgia Geral e Ortopedia.

Estrutura para os cuidados com pacientes de Covid-19

Sobre a estrutura montada para os pacientes de Covid-19, o diretor informou que, além da Central Covid-19, onde é feita a avaliação e permanência de até seis horas do paciente, que está localizada no centro da cidade e anexa ao Centro Médico Luís Viana, o município conta com o Hospital Ouro Negro.

“Para aqueles pacientes que tem uma saturação mais baixa, com mais dificuldade para respirara, a gente encaminha para o hospital, que têm estrutura para cuidar desses casos”. O Hospital Ouro Negro tem uma sala vermelha que comporta três pacientes graves.

No ano passado, foram preparados, seis leitos com oxigênio canalizado, que antes, no início da pandemia da Covid-19, era o suficiente para comportar os pacientes. Agora, com um aumento significativo no número de pessoas internadas, desde fevereiro e março, os leitos foram invertidos. O local que foi preparado para receber pacientes com Covid, agora recebe pacientes de clínica médica, e, os pacientes com Covid migraram para a ala da clínica médica, que tem 15 leitos com oxigênio, o que é fundamental para sobrevivência dos pacientes. Ao todo, são 24 leitos, com quatro enfermarias para Covid e seis leitos com oxigênio canalizado. 

“No Ouro Negro, estou dando continuidade aos trabalhos iniciados pela gestão na área da saúde. Os pacientes que foram a óbito se deve a incerteza dessa doença, que acomete a qualquer um, de maneira inesperada e a medicina ainda está aprendendo a lidar essa situação, mas não faltou estrutura aos nossos pacientes”, afirmou Carvalho. No momento mais crítico da pandemia, o hospital chegou a ter 17 pacientes internados em um mesmo dia. “Foi um pico, em relação aos casos de Covid, ficamos preocupados porque o Governo do Estado sofria o começo de um colapso. Mas, graças a Deus, o Estado abriu novos leitos e conseguimos transferir os pacientes”, contou ele.  Segundo o dr. Emanuel, hoje, são apenas dois pacientes internados de Covid-19 no hospital.

Por Nailan Brasil – PMC. Foto: Rafael dos Anjos.